quarta-feira, 25 de maio de 2011

NORMA CULTA DO PORTUGUES POPULAR DO BRASIL

Uma reflexão, sem preconceitos, sem desdém, apenas um ponto de vista sobre o que deve ou não ser ensinado pelos professores na educação brasileira sob os atentos olhares do MEC e da sociedade como um todo. Reflita sem moderação.

 

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Nois num tinha muitas coisa, pra falar a verdade nois num tinha nem us dicumento, so a surtidão de casamento, quando cheguemo aqui na vila fomo mora de aluguel, o Tonho tinha jeito com construção e logo cumeço a trabaia de predero, eu, cumecei a faze faxina e logo compremo um terrenim. Num chegamo a passa fome, mais que foi difici, isso foi. Quando nasceu meu minino, já cumecemo sonha em da pra ele u que nois num tivemo. Eu so sei assinar meu nome e o Tonho ainda escreve umas coisinha, mais o minino não ia ser assim que nem nois não, logo que feis sete anos coloquemo na escolinha aqui perto de casa mesmo; e num é que o danadinho tinha jeito mesmo, aprendeu escrever rapidinho. Eu levava ele pra escola di manha quando ia fazer minhas faxina nas casa das madame la no Morumbi e, foi assim que vencemo. Nosso terrenim tem uma casinha, simples que foi o tonho mesmo que feis. Mmeu minino, ta crescido e se formou doto, nois fomo na formatura e tudo, na hora dele pegar o diproma me lembrei de toda veis que ia na escola quando as professora chamava agente pra reunião, e eu sempre dizia; “ insina direito meu minino que um dia ele vai se doto, viu professora. Labutemo muito eu e o Tonho, pra fazer desse minino um home di bem., trabaiado como o pai e honesto também. Na hora que ele recebeu o diproma de doto e falou la na frente, o zoio do tonho encheu de lagrima. “ Sou fruto da seleção natural, o conceito do esforço e dedicação de meus pais, que com muito sacrifício me deram a chance da educação, da educação que não bate nas portas de gente humilde e batalhadora, que é fruto do suor de meu pai, das faxinas de minha mãe e da dedicação dos meus professores, gente humilde, como minha família. Dedico a eles a minha primeira vitória, aos meus pais, meus mestres e professores, brasileiros que nunca desistem. Como eu, que jamais desistirei”


Na foto: Douglas, e sua irmã Claudia, frutos da dedicação de um pai jornalista e uma mãe cuidadosa, também brasileiros que não desistem nunca.
Da coleção estas e outras historias da Cidade Nua.

Foto: Carolina Cassanelli Przybylski

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